DE MULHER PRA MULHER

Estilo 40

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Por Sandra Paes

Dia_Internacional_MHouve uma época em que isso era tema de conversa entre mãe e filha. Não sei se continuou na história. No advento da pílula e da revolução sexual que trouxe um certo tipo de autonomia para as mulheres, ficou pela frente a possível conquista de sua liberdade em ser apenas mulher. Como? Sempre definida culturalmente pelos homens, e pelas moralidades machistas, ser mulher passou a ser um projeto.

Em “Segundo Sexo” Simone de Beauvoir registra com maestria que “não se nasce mulher, torna-se mulher”.

Lá se foram anos e anos e, como mulher conquistada e assumida, me deparo nessa manhã com mais um dia de celebração pelo Dia Internacional da Mulher – dessa vez acrescido de uma eclipse!

Dessa vez, colhemos a chance única de viver a transformação que escolhemos, o desapego necessário a tantas ilusões, entre tantas, a de viver como serva, sem ao certo saber o que é isso, na nossa história pessoal, de tanto ouvirmos falar de tantas outras mulheres por milhares de anos.

Mulheres bíblicas povoam nossa mente como modelos. Mulheres artistas outras tantas espalhadas em papéis diversos, servem de inspiração diante do espelho, pelo menos.

Mulheres mutiladas nos arrebatam dores, pela compaixão e pela impotência.

Mulheres doentes, caladas no mistério do câncer que as consomem, seguem vitoriosas na dignidade de sua discrição e silencio próprio.

Mulheres políticas e líderes em campanha, em administração de tantas empresas e até de grandes nações, surgiram no horizonte a apontar com destemor que se pode chegar a lugares onde só os homens podiam galgar.

Sim, andamos conquistando posições extremas nos espaços ditos e povoadamente masculinos. Foi preciso?, me pergunto. Ganhar reconhecimento e amor custa mesmo toda essa jornada?

Parece que sim. E hoje, sabedora de mim, rainha e mestre de tantas conquistas internas, sem alardes, venho falar de mulher pra mulher que nossa luta maior não está na disputa do mundo viril e competitivo, mas diretamente ligada a essa sutil delicadeza que só nós portamos, capaz de espalhar por onde pisamos sementes de feminilidade, de genuína alegria que produzem artistas criativos de todas as ordens, arranjos plenos de harmonia e beleza incontestáveis, e ainda o maior dos mistérios: o poder de dar à luz!

Amo ser mulher, amo honrar todas as mulheres, amo nossa alma soberana, mesmo que escondida debaixo de tanta submissão e temor, por tantas e tantas vezes.

Mulheres, em sua fragilidade e delicadeza se oculta o maior de seu dom! O dom da entrega, o dom de gerar novas estrelas a cada orgasmo, o dom de transmutar toda e qualquer doença se assim lhe aprouver.

Precisas saber quem és para conhecer a extensão de seu poder! Ouse! Mergulhe nessa madrugada de sua homenagem no eclipse que o céu te presenteia, seja como a luz da lua que se entrega ao sol e transforma em teu ventre silencioso todos os medos que ainda reténs só pra ti! Entrega de verdade! Nesse diapasão, uma nota única inicia uma nova vida, uma nova consciência de si mesma, um outro olhar pra todos os seus pares, pra que sejas consciente de que es única.

mulher-40-anosLiberte-se dos sentimentos tolos de ciúme e insegurança. Ninguém tem na verdade o poder de lhe roubar nada, mesmo que ainda se esconda debaixo da crendice de uma burka, machistamente colocada pelos que querem te possuir, mas na verdade nunca puderam. Por que pra chegar a ti, se faz necessário dobrar os joelhos, pedir aliança com anel de brilhante, propor todas as juras – que sabes, por serem juras, são promessas vãs e, ainda assim, nem sempre chegam a ti, por que entrar em seu mistério requer cruzar a linha do horizonte montando um dragão prateado e com lança de ouro derrotar o monstro que vem devorar a lua.

Pobres mortais identificados com suas lanças perversas! Ainda crêem que podem te dominar, mulher, mas não podem! Jogue fora suas mágoas e se liberte do câncer que vem titubear seus sentidos e povoar sua mente com terrores! Não permitas mais que qualquer nódulo seja mais forte que sua própria fortaleza!Erga seu espírito acima do mal que possa estar te consumido silenciosamente e acredite em você!

Hoje brindo ao seu renascimento, portentosa rainha de beleza incomparável, que um dia te deixaste abater pelo desamor, mesmo que por cinco minutos de seu dia!

Levante-se! Vá diante do espelho, olhe bem nos teus olhos e veja tua face reluzente!

Sei de quem nem pode sair da cama, mas não faz mal. Nesse instante ouso ir até você, no silêncio da madrugada de onde escrevo e lhe toco a face com cumplicidade, sussurrando mansamente em seu ouvido que a dor que sustentas ainda até agora, não é maior que o amor que a motivou!

Acorde! Sorria! Um brinde de alegria a você!

Tim Tim!


Sandra Paes é healer, astróloga, escritora, jornalista e terapeuta. Vivendo nos Estados Unidos há mais de 20 anos, ela atende pessoas do mundo inteiro via on-line. Autora dos livros “Alma Soberana” e “Sonho e Memória”.

Leia uma entrevista com a autora aqui.

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