LUTO

Estilo 40

Estilo 40

Revista digital coordenada por Débora Böttcher, com artigos escritos ou garimpados a muitas mãos, sobre assuntos para mulheres de 40 ou mais - e para as que chegarão lá... Aconchegue-se, curta, compartilhe nossos textos e convide uma amiga para nos conhecer! Siga-nos também no FB, Twitter e Instagram [@mulherestilo40]. Um beijo e obrigada por estar aqui.
Estilo 40

Últimos posts por Estilo 40 (exibir todos)

rosanegraO luto é uma resposta normal a qualquer perda importante na vida. Pessoas que vivenciam a morte de um ente querido (inclusive um animal), ou sofrem algum tipo de perda, acidente ou diagnóstico de doença – com si próprios ou outros -, falência, traição, punição criminal, e demais ocorrências emocionais extremas, passam pelo processo, que é necessário e ajuda a elaborar e lidar com a situação. Especialistas são categóricos: é imprescindível viver o luto.

Mas lidar com a perda de uma pessoa querida é uma das experiências mais difíceis que poderemos enfrentar. Não raro, parece impossível acreditar que alguém que amamos não estará mais presente fisicamente em nossos dias, e o baque é tão forte que quase sempre nos faz cair em períodos prolongados de tristeza e depressão.


Como lidar com o luto por morte

Todos têm formas diferentes de reagir à morte de uma pessoa querida, e contar com apoio pode ser a chave para superar a dor insuportável que a situação nos causa. Estudos mostram que, conforme passa o tempo, ter o suporte de amigos e da família e manter os hábitos de uma vida saudável fazem com que as pessoas tenham menos dificuldade em superar a tristeza.

No entanto, dependendo do impacto que a perda cause na pessoa afetada, o período de recuperação pode variar de alguns meses até mais de um ano.

Quando pensamos em luto, imaginamos apenas sintomas emocionais, mas os sintomas físicos também são comuns. As pessoas que passam por esta situação costumam sofrer de cansaço extremo e perder completamente o apetite e o desejo sexual, por exemplo.

Quando o luto é tão forte que vem acompanhado de uma depressão, a recomendação é buscar ajuda psicológica profissional, que possa ajudar a descobrir a melhor forma de superar a perda.


É preciso ter em mente que não há fórmula mágica para lidar com o luto. Somente o tempo é capaz de atenuar o sentimento de profunda tristeza. E esse tempo de superação varia de pessoa para pessoa, portanto não deve ser comparado: cada um tem o seu tempo, e ele é necessário para aceitar que há que se continuar a vida sem a pessoa que perdemos.

mulher no caminhoHá um tempo para processar o acontecimento. Algumas pessoas reagem com raiva, mas não é raro: muitas ficam anestesiadas, resignadas, muito apáticas e parecem não sentir nada. Até que finalmente “a ficha cai”, e vem a compreensão de que realmente o pior aconteceu. Então é preciso aceitar o luto e abraçá-lo. Sofrer o que tivermos que sofrer, chorar o que tivermos que chorar, lidar com as emoções para entender que a superação virá pouco a pouco, com o tempo.

Em um momento tão delicado como este, nada de bom poderá surgir da repressão de nossos sentimentos. É importante expressá-los, compartilhando a dor que sentimos pela ausência da pessoa querida com outros que estejam sentindo a mesma angústia, ou até com pessoas próximas que estejam simplesmente dispostas a ouvir e ajudar.

Falar sobre o que aconteceu é uma forma de aceitar aos poucos que, infelizmente, a pessoa que amamos não estará mais conosco, e só teremos as lembranças dos momentos felizes que passamos juntos. Quando não expressamos nossas emoções de tristeza e frustração, a depressão pode se instalar e a pessoa cair em um estado de isolamento que a afetará ainda mais física e psicologicamente.

Perder alguém querido pode tirar a vontade de prosseguir com a própria vida, mas a realidade é que ela continuará, e há outras pessoas que também precisam de nós. Se a pessoa que você perdeu sempre quis o melhor para você, certamente irá se alegrar em ver que você poderá ser feliz mesmo com a sua ausência.

Tentar fazer atividades que distraiam e sejam prazerosas, compartilhando os momentos com amigos e familiares, pode ser um caminho. Um animal de estimação também pode ajudar muito nesta situação delicada.

Mas lembre que todas as atitudes irão contribuir para superar a perda pouco a pouco, e ajudar a retomar o gosto pela vida.

Apesar da dor, é preciso que lembrar que não somos os únicos que estão sofrendo com a perda, e talvez nossos familiares também precisem de suporte emocional. Quando apoiamos os outros, temos uma possibilidade maior de nos sentirmos melhor e mais fortes, além de ajudar os outros a fazer o mesmo.

A família pode aproveitar para relembrar momentos felizes ao lado da pessoa que se foi, e todas as histórias que ficarão para sempre na memória e no coração de todos.


FASES DO LUTO DE MANEIRA GERAL

lutoA psiquiatra suíça, Elisabeth Kubler-Ross (já falecida) pesquisou e trabalhou com esse tema e descreveu cinco fases que envolvem o Luto – que nada mais são do que pensamentos e comportamentos comuns às pessoas que se encontram vivenciando perdas de algum tipo, facilitando a compreensão e a percepção sobre o que ocorre no processo todo.

Primeira fase: Negação

Nessa fase a pessoa nega a existência do problema ou situação. Pode não acreditar na informação que está recebendo, tentar esquecê-la, não pensar nela ou ainda buscar provas ou argumentos de que ela não é real. Ela busca uma segunda opinião ou outras explicações para a questão, ignora a situação, não adere ao tratamento (no caso de doença) ou não fala sobre o assunto (no caso de morte, desemprego ou traição).

Segunda fase: Raiva

Nessa fase a pessoa expressa raiva por aquilo que ocorre. É comum o aparecimento de emoções como revolta, inveja e ressentimento. Normalmente, essas emoções são projetadas no ambiente externo – percebendo o mundo, os outros, Deus, etc., como causadores de seu sofrimento. A pessoa sente-se inconformada e vê a situação como uma injustiça. Ela perde a calma quando fala sobre o assunto, recusa-se a ouvir conselhos e evita conversar sobre o problema.

Terceira Fase: Barganha (ou Negociação)

Nessa fase ela busca fazer algum tipo de acordo de maneira que as coisas possam voltar a ser como antes. Essa negociação geralmente acontece dentro do próprio indivíduo ou, às vezes, voltada para à religiosidade. Promessas e pactos são muito comuns – por exemplo, rezar e fazer um acordo com Deus, buscar agradar (no caso de uma traição) – e na maioria dos casos ocorrem em segredo.

Quarta fase: Depressão

Nessa fase ocorre um sofrimento profundo. Tristeza, desolamento, culpa, desesperança e medo, são emoções bastante comuns. É o momento de uma grande introspecção e necessidade de isolamento. Nesse estágio, quem está passando por esse extremo emocional, chora bastante, afasta-se das pessoas (inclusive as mais próximas) e comporta-se de maneira autodestrutiva.

Quinta fase: Aceitação

A realidade começa a se restabelecer e vivencia-se a aceitação do rumo das coisas. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações. Ela começa a buscar ajuda para resolver a situação, passa a conversar com outros sobre o assunto e a planejar estratégias para lidar com a questão.

As pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas depois retornar a ela (ir e vir), estacionar em uma delas, sem ter avanços por longos períodos ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Não há regra. Tudo depende do histórico de experiências da pessoa e crenças que ela tem sobre si mesma e sobre a situação em questão.

Tem pessoas que podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar a aceitação nunca. Tem pessoas que em poucas horas ou dias fazem todo o processo – isso varia também em função da perda sofrida pela pessoa.

O Dr. Drauzio Varella, nesse artigo, explica:

“As complicações do luto estão associadas a distúrbios do sono, abuso de drogas, ideações suicidas, depressão da imunidade, doenças cardiovasculares e dificuldade para seguir tratamentos de outros problemas de saúde, como hipertensão ou diabetes.

A característica principal é a tristeza profunda e prolongada, acompanhada de pensamentos insistentes ou imagens da pessoa falecida, raiva, sentimento de culpa, descrédito e inadequação para aceitar a realidade. Enquanto alguns procuram evitar situações que lhes tragam a lembrança da perda, há os que se apegam às roupas e objetos da pessoa que se foi.

Frustrados por não conseguir ajudar, amigos e parentes se afastam, aumentando a sensação de isolamento e a crença de que a felicidade só era possível na companhia do ente querido, que não está mais neste mundo.”

Se você está vivenciando um Luto ou conhece alguém que passa por essa tristeza profunda, pode procurar ou sugerir ajuda através de um Psicólogo, que através da Terapia Cognitivo Comportamental, trabalha desafiando os pensamentos automáticos negativos, fornecendo suporte emocional e planejando conjuntamente com a pessoa comportamentos alternativos mais saudáveis e produtivos.


Fontes: UOL/Vya Estelar | Dr. Drauzio | Melhor com Saúde

Estilo 40

Estilo 40

Revista digital coordenada por Débora Böttcher, com artigos escritos ou garimpados a muitas mãos, sobre assuntos para mulheres de 40 ou mais - e para as que chegarão lá... Aconchegue-se, curta, compartilhe nossos textos e convide uma amiga para nos conhecer! Siga-nos também no FB, Twitter e Instagram [@mulherestilo40]. Um beijo e obrigada por estar aqui.

Troque ideias conosco!