DEZEMBRO

Débora Böttcher Lessa

Débora Böttcher Lessa

Formada em Letras, amante da literatura e de chocolate. Vive um dia de cada vez. Mora em SP. Trabalha com arte visual, mídias sociais e mkt. Não tem filhos. Vive com o marido e Maya, uma labradora cor de cacau, e Luna, uma labradora black. Também administra Babel Cultural.
Débora Böttcher Lessa

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capa_dezembro_siteO último mês do ano abre suas portas. Fora a correria peculiar, tumultos em shoppings e supermercados, é a época da renovação: antecipando o futuro, faz-se planos e aumenta a ansiedade sobre os sonhos. Nossos desejos se acentuam — e também as determinações. Com olhos espiando através da janela do tempo, o otimismo abre asas e a crença em coisas boas se instala pelas brechas: há que se ter esperanças!

É também um período em que, mesmo sem querer, a gente repensa acontecimentos e atitudes e, eventualmente, o perdão se faz entre os que estão estremecidos. Há uma aura no ar que convida à harmonia: prevalece o bom senso e tenta-se manter a paz – o que nem sempre é possível. Todos nós já assistimos a natais em que as pessoas, por um lapso exagerado de bebida ou mau humor, derramam sua amargura sobre os demais: desenterram ‘ossos’ e os despejam na mesa. Está quebrado todo o cenário de boas intenções.

Não é novidade também que muita gente se entristece, percorrendo o caminho inverso. Perdem-se em lembranças — geralmente as ruins — ou agarram-se ao que lhes faz falta, enumerando numa imensa lista tudo aquilo a que tinham se proposto e deu errado, acentuando suas sensações de incapacidades; pensam insistentemente em quem partiu — de um jeito ou outro — e transbordam o peito de aflição e pesar.

Mas, seja como for – e ainda bem que é assim! -, na data mais iluminada do ano, tradicionalmente muitas famílias se reúnem, trocam mimos, abraços, fartam-se em guloseimas e alegrias. Erguem taças — de vinho, refrigerante, água ou champanhe —, para festejar encontros, celebrar junto aos que estão presentes, alegrar-se pelos seus.

Dezembro é tempo de comemorar vitórias, as muitas conquistas. Exultar-se. Vamos (tentar) centralizar a atenção nas pequenas coisas boas, na simplicidade, rir e sorrir – e mais ainda: fazer rir e sorrir. Tomara todos se desarmem emocionalmente e chorem de emoção — alegria, saudade, amor – e dispensem a dor. E que na noite dourada, deixemos a leveza transbordar: que o Natal – de todos nós – seja uma noite feliz, de paz e luz!

Feliz Natal pra você e os seus…

Débora Böttcher Lessa

Débora Böttcher Lessa

Formada em Letras, amante da literatura e de chocolate. Vive um dia de cada vez. Mora em SP. Trabalha com arte visual, mídias sociais e mkt. Não tem filhos. Vive com o marido e Maya, uma labradora cor de cacau, e Luna, uma labradora black. Também administra Babel Cultural.

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