APFELSTRUDEL [FOLHADO DE MAÇÃ]

Débora Böttcher Lessa

Débora Böttcher Lessa

Formada em Letras, amante da literatura e de chocolate. Vive um dia de cada vez. Mora em SP. Trabalha com arte visual, mídias sociais e mkt. Casada, 'mãe' da Maya, uma labradora cor de cacau, e da Luna, uma labradora black.
Também administra o Portal Babel Cultural [www.babelcultural.com]
Débora Böttcher Lessa

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capa_strudelSobremesa clássica do Natal europeu, primeiro devo esclarecer que o Apfelstrudel (folhado de maçã) é uma criação austríaca, mas como na Alemanha é muito popular, pensa-se sempre que é de origem alemã.

A grande dificuldade da receita sempre esteve ligada ao entrave do preparo da massa folhada, que deve ser tão delicada a ponto de se poder enxergar o recheio em seu interior, sem que se abra. Mas hoje em dia isso não é mais necessário – como diz o chef inglês Jamie Oliver, “quem tem tempo de fazer massa folhada em casa, que arrume um emprego”. É muito trabalhoso e só grandes restaurantes e docerias é que fazem – nesse caso, o custo é o atributo levado em conta.

A massa folhada pré pronta pode ser encontrada em qualquer supermercado – em SP eu uso sempre da marca Arosa -, e basta seguir as orientações da embalagem – que é descongelar e ir desenrolando conforme se coloca o recheio (ela já vem na espessura correta para o efeito ‘fino’ e delicado do Strudell).

Anote a receita:

01 pacote de massa folhada pré-pronta – que vc deve retirar do congelador e passar para a geladeira quando começar a descascar as maçãs

06 maçãs descascadas e picadas em cubos pequenos
1 colher de sopa de margarina
1/2 colher de sobremesa de açúcar de confeiteiro (pode usar o normal também, mas eu prefiro esse)
canela em pó a gosto
Um punhado de uvas passas brancas (pode ser preta também se preferir)
Um punhado de nozes, castanhas do Pará ou amêndoas picadas (é opcional e se não tiver, tudo bem; esse último fiz com as castanhas)

Preparo: Coloque as maçãs picadas numa vasilha e leve ao fogo baixo junto com a margarina (ela vai começar a soltar água e diminuir de tamanho). Mexa delicadamente para misturar. Coloque o açúcar – eu uso pouco açúcar porque não gosto de doce muito doce, mas vá experimentando até chegar ao seu paladar (lembrando que o toque final é peneirar açúcar de confeiteiro por cima, então não exagere).

Deixe as maçãs cozinharem: vão ficar macias, quase desmanchando. Algumas maçãs, como a Gala, demoram mais; se você achar que ainda estão durinhas e estão secando, coloque um pouquinho de água. O ponto será macia sem desmanchar totalmente e com um pouquinho de ‘calda’ (mas não aguada) pra não ficar ressecada depois que assar. Acrescente a canela (tb não exagere para não ‘roubar’ o sabor das maçãs) e misture.

Feito isso, deixe descansar até esfriar – se usar quente, vai partir toda a massa. Quando as maçãs estiverem frias, acrescente as passas e as nozes/castanhas/amêndoas e misture delicadamente – não coloque as passas quando as maçãs estiverem quentes, pois elas ‘incham’ e perdem sabor (e elas já irão aquecer e maciar quando o Strudell for ao forno).

Quando as maçãs estiverem frias e com as passas e afins, sua massa na geladeira já deverá estar descongelada. Retire da embalagem e coloque sobre uma superfície reta (eu gosto de colocar sobre uma tábua, na pia). Ela vem embalada em plástico, então não gruda. Desenrole uma parte e coloque o recheio; enrole; repita a operação até acabar a massa. Na última enrolada, grude com as pontas dos dedos até fechar; nas laterais também – pode até dar uma apertadinha, delicada, com a ponta de um garfo.

Se tiver uma forma anti-aderente, use essa; se não tiver, unte com margarina e farinha de trigo uma forma de alumínio; você também pode forrar a forma com papel manteiga; coloque o Strudel com cuidado na forma e leve ao forno médio, em torno de 20 a 30 minutos – quando ficar crocante por cima.strudel_01

Retire do forno e deixe amornar – ao comer muito quente, a gente aproveita menos o sabor dessa delícia. Polvilhe açúcar de confeiteiro, com uma peneirinha, e sirva. Sorvete de creme é um ótimo acompanhamento.

Se não for servir na hora, você pode aquecer depois, um pouquinho – sempre no forno -, se desejar a ‘crocância’ de volta; mas frio também é muito bom…

Bom apetite!!!

Débora Böttcher Lessa

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Formada em Letras, amante da literatura e de chocolate. Vive um dia de cada vez. Mora em SP. Trabalha com arte visual, mídias sociais e mkt. Casada, 'mãe' da Maya, uma labradora cor de cacau, e da Luna, uma labradora black. Também administra o Portal Babel Cultural [www.babelcultural.com]

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